Metodologia empregada
Realizar estimativas dos tempos de viagem entre usinas, considerando diferentes situações hidrológicas, tomando, por base, dados operativos horários;
Estudar a possibilidade e os benefícios associados à utilização de modelos de propagação mais elaborados, do tipo armazenamento, para simulação de escoamentos nos cursos d'água. É necessário registrar, entretanto, que esse aprimoramento poderia beneficiar as séries de vazões diárias, benefícios esses que provavelmente não se refletiriam nas séries de vazões mensais e
Reavaliar e uniformizar os processos de cálculo das vazões defluentes das usinas, de modo a permitir, futuramente, uma evolução na metodologia.
Dados operativos das usinas
Realizar aferições periódicas dos rendimentos das unidades geradoras das usinas, pelo menos de forma amostral (por faixas), de modo que seja possível identificar e corrigir eventuais desvios. Esse procedimento deve ser realizado em todas as usinas com mais de dez anos de operação e, principalmente, naquelas onde o estudo detectou prováveis imprecisões em período recente (Miranda; Jaguara; Armando Salles de Oliveira; Mascarenhas de Moraes e/ou Luiz Carlos Barreto de Carvalho; Volta Grande e/ou Porto Colômbia; e Foz do Areia);
Registrar, de forma detalhada, a operação das unidades atuando como compensadores síncronos ou "rodando em vazio". Esses registros, embora possam ser insuficientes para que se recupere integralmente todo o processo de cálculo das vazões turbinadas, permitem que dados considerados "suspeitos", por demonstrarem um baixo rendimento médio, sejam validados, reduzindo o tempo gasto em análises complementares, às vezes, infrutíferas;
Aferir periodicamente a fidelidade dos dados informados pelo sistema de controle com relação às reais aberturas medidas nas comportas dos vertedouros. Alternativamente, podem ser instalados sistemas locais de medição direta de aberturas das comportas, cujas informações seriam introduzidas nos cálculos de vertimentos, em substituição aos dados de abertura informados pelo sistema de controle da usina;
Atualizar periodicamente as curvas cota-volume dos reservatórios, principalmente as curvas dos maiores. Esse trabalho pode ser muito dispendioso, mas é possível realizá-lo em etapas, a partir de fotografias aéreas, por exemplo, aproveitando períodos de deplecionamento mais significativos dos reservatórios;
Aprimorar o processo de cálculo das vazões do Canal Pereira Barreto (ligação entre os reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira), com a reavaliação do regime de escoamento atualmente adotado e
Revisar a forma de cálculo da vazão bombeada, bem como o rendimento das máquinas e a perda de carga no circuito hidráulico da usina Elevatória de Pedreira (bacia do Alto Tietê).
Dados fluviométricos
Efetuar e disponibilizar registros (históricos) das principais alterações realizadas na operação e nas características físicas das estações fluviométricas;
Realizar um registro mais sistemático das análises e correções realizadas, conforme foi procedido ao longo do presente trabalho;
Implantar novas estações fluviométricas para complementação da rede hidrométrica existente, melhorando o controle das afluências aos reservatórios e das vazões incrementais de cada usina;
Dotar as estações com registradores contínuos de nível (limnígrafo) e sistema de telemetria, garantindo maior confiabilidade e eficiência aos registros nelas obtidos;
Manter, para as estações fluviométricas existentes, principalmente aquelas que sejam de interesse para o controle das afluências e das incrementais, uma operação cuidadosa e eficiente, de maneira a proporcionar confiabilidade a seus registros e segurança na utilização dos mesmos e
Melhorar as condições de operação dos postos fluviométricos de referência cujas séries são utilizadas na modulação das vazões incrementais, seja pela melhoria instrumental das estações existentes ou a partir da complementação da rede fluviométrica.
