​Previsão de carga para o Planejamento Anual da Operação  Energética ciclo 2021 (2021-2025) - 2ª revisão quadrimestral

O Operador Nacional do Setor Elétrico – ONS, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE e a Empresa de Pesquisa Energética – EPE divulgam os dados da 2ª Revisão Quadrimestral da Previsão de carga para o Planejamento Anual da Operação Energética - Ciclo 2021 (2021-2025). Em 2021, a carga tem previsão de aumento 4,6% no SIN, considerando um incremento do PIB de 5,0%, chegando a 69.940 MWmédios. Para o período 2021-2025, a previsão é de um crescimento médio anual da carga de 3,4%, atingindo 79.963 MWmédios ao final do período.

As principais premissas consideradas para o curto prazo foram:
• Dados realizados de 2021 até o momento de elaboração desse estudo mostraram uma recuperação mais forte que a esperada na 1ª Revisão Quadrimestral;
• O resultado acima do esperado para o PIB do 1º trimestre bem como o avanço na vacinação contra Covid-19 levaram a uma revisão da projeção de PIB de 2021 de 3% para 5%;
• Por conta da base mais elevada em 2021 e dos impactos da política monetária restritiva sobre a atividade econômica, o PIB de 2022 foi revisado de 2,8% para 2,3%;
• Crescimento heterogêneo nos setores, com indústria e agricultura puxando o crescimento no primeiro semestre, enquanto os serviços crescem de forma mais intensa no segundo semestre, conforme avança a vacinação;
• Mercado de trabalho segue enfraquecido e sua recuperação deverá ser gradual;
• Aceleração da inflação e aumento dos juros podem restringir, em parte, a recuperação.

Para o médio prazo, foram consideradas as seguintes premissas:
• Nos próximos anos, espera-se uma recuperação mais significativa da confiança dos agentes, resultando em uma expansão mais forte da demanda interna;
• Maior confiança dos agentes propiciará um crescimento mais significativo dos investimentos nos próximos anos, com destaque para o setor de infraestrutura, gerando reflexos positivos sobre a competitividade da economia;
• As perspectivas positivas para a economia mundial impactarão positivamente os setores exportadores, com destaque aqueles relacionados às commodities;
• É importante ressaltar que há riscos importantes para a concretização do cenário, como a evolução da pandemia, o eventual surgimento de novas variantes do vírus, a intensidade da escassez hídrica e a efetividade das medidas de gestão tomadas e a dinâmica inflacionária.






a OPERAÇÃO ENERGÉTICA (PEN)

Para avaliar as condições de atendimento ao consumo de energia elétrica em um horizonte de cinco anos à frente, do ponto de vista da segurança energética do suprimento, o ONS elabora estudos de planejamento da operação, formalizados no Plano da Operação Energética (PEN).

O PEN tem como principais insumos os critérios de garantia de suprimento estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a oferta de energia contratada pelos leilões públicos, cujos cronogramas de implantação são acompanhados pelo DMSE/CMSE/MME e as previsões de carga para o planejamento anual da operação do SIN, desagregadas por subsistema, e suas revisões quadrimestrais, realizadas em conjunto pelo ONS, pela CCEE e pela EPE.

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Além de apresentar uma avaliação das condições de atendimento ao mercado previsto de energia elétrica no horizonte quinquenal, o PEN pode recomendar estudos de antecipação e/ou implantação de novas obras de geração e/ou transmissão ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE/MME), visando garantir a segurança da operação energética do Sistema Interligado Nacional. 

O PEN é elaborado anualmente, podendo ser revisto após sua edição caso ocorram fatos relevantes, que alterem as condições de atendimento avaliadas.

A metodologia adotada nesse trabalho trata diferenciadamente dois períodos de seu horizonte de análise.

Como nos primeiros dois anos o desempenho do sistema depende basicamente das condições hidroenergéticas de curto prazo, em especial dos níveis de partida ao final da estação chuvosa, são determinadas medidas operativas de curto prazo que buscam proteger o sistema para diferentes hipóteses de severidade das estações seca (maio a novembro) e chuvosa (dezembro a abril do segundo ano), com o objetivo de garantir a segurança do atendimento.

São realizadas análises prospectivas e análises probabilísticas, procurando-se avaliar a evolução dos armazenamentos de cada subsistema e os requisitos de energias naturais afluentes (ENAs) para atingir níveis de segurança operativos. Estas análises subsidiam eventuais recomendações de ações operativas de curto prazo e/ou avaliações pelo CMSE/EPE quanto à viabilidade de antecipação de projetos em andamento.

Com relação aos últimos três anos do horizonte de análise, a expansão da geração e da transmissão é preponderante na segurança operativa do SIN. Para esse horizonte, são realizadas análises estruturais com cenários sintéticos e com o registro histórico de energias naturais afluentes, utilizando-se o modelo de otimização Newave, e analisando o desempenho do SIN com base na frequência relativa de séries com algum déficit de energia em cada ano e em cada subsistema para diferentes profundidades percentuais de corte da carga projetada.

Adicionalmente, são feitos balanços estáticos de energia e de demanda máxima.

O Sumário do PEN traz um resumo das principais premissas, resultados e conclusões a respeito do desempenho e das condições de atendimento à carga do SIN nos próximos cinco anos, à luz da experiência operativa dos últimos anos e considerando a evolução prevista da matriz de energia elétrica brasileira.

2020
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Plano da Operação ENERGÉTICA dos Sistemas Isolados (PEN SISOL) 

O PEN SISOL tem por objetivo apresentar as avaliações das condições de atendimento dos Sistemas Isolados Brasileiros para o próximo ano civil, subsidiando assim a Empresa de Pesquisa Energética – EPE quanto à eventual necessidade de estudos de planejamento da expansão para adequação da oferta de energia e a CCEE, no que diz respeito as estimativas de consumo de combustível e montantes de energia a serem supridos por contratos, para a elaboração do Plano Anual de Custos – PAC (CCEE). 

Atualmente, existem 212 Sistemas Isolados, localizados principalmente na região norte, compreendendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima, além da ilha de Fernando de Noronha, pertencente ao estado de Pernambuco.

2021
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