Recomposição do Sistema
Os processos de recomposição lidam com um variado espectro de fenômenos, desde o regime permanente até os transitórios eletromecânicos e eletromagnéticos. Não obstante, para a definição dos corredores participantes na fase fluente e as melhores ações durante a fase coordenada do processo de recomposição, é necessária uma boa definição a priori das condições admissíveis do sistema.
Embora a probabilidade de que blecautes generalizados ocorram seja reduzida, eles têm acontecido algumas vezes, seja no Sistema Interligado Brasileiro ou em outros países, trazendo graves conseqüências à sociedade, hoje em dia tão dependente da eletricidade. Todas as empresas de energia elétrica correm este risco — por mais bem planejado, construído e operado que seja o seu sistema elétrico.
A reavaliação da recomposição do SIN é uma atividade contínua no ONS, e várias ações são feitas de forma periódica levando em conta os seguintes aspectos:
- acompanhamento do equilíbrio entre carga e geração das áreas de auto-restabelecimento e dos recursos para auto-restabelecimento das usinas que fazem parte da malha principal do SIN;
- acompanhamento da entrada em operação de novos equipamentos que possibilitem o aprimoramento do processo de recomposição;
- revisão dos procedimentos operacionais em função dos estudos e ampliações no SIN.
