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Diretrizes operativas adotadas nos dias de jogos do Brasil dão segurança
e continuidade ao abastecimento, sem acarretar despacho de geração térmica ou gastos extras para o consumidor.
Nos dias dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo, a curva de carga do Sistema Interligado Nacional - SIN apresenta sempre um comportamento atípico, e neste ano não foi diferente. Há uma redução acentuada da curva no período que antecede ao início das partidas e elevação a taxas bastante altas durante os intervalos. A rampa de carga imediatamente após o final dos jogos fica ainda mais acentuada quando as partidas terminam por volta das 18 horas, momento que coincide com a entrada automática da iluminação pública, no início do período de carga pesada.
Para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento aos consumidores, o ONS adotou algumas ações preventivas, que fazem parte de um documento que detalha as diretrizes operativas para os dias de jogos do Brasil. Essas medidas incluem a programação e a operação em tempo real e não acarretam despacho de geração térmica ou gastos extras para o consumidor. São elas:
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sincronização de maior número de geradores;
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programação de intercâmbio reduzido entre regiões geoelétricas durante os jogos e nos horários da rápida variação da carga;
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estratégias específicas para controle de tensão e frequência;
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adiamento de intervenções no SIN; e
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recomendação aos agentes de transmissão, geração e distribuição para assegurar esquemas especiais para a pronta intervenção em instalações não assistidas e para normalização das condições de atendimento na eventual ocorrência de problemas.
Segundo o Diretor Geral do ONS, Hermes Chipp, o ONS realizou um minucioso planejamento, com base no histórico das Copas do Mundo. “Efetuamos a previsão da curva diária de carga de minuto em minuto, caracterizando as variações mais abruptas do intervalo e ao final do jogo do Brasil. A ordem de grandeza de tais variações foi um importante subsídio para as ações da operação em tempo real”, esclarece.
A operação do SIN durante os jogos do Brasil
15 de junho – terça-feira, 15h30 – Brasil X Coréia do Norte
A partir das 14h50 houve redução de 6.600 MW em 40 minutos, o equivalente à soma do consumo das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Vitória. No intervalo, observou-se crescimento de carga de 3.600 MW em sete minutos – consumo igual ao do estado de Santa Catarina. Com o fim da partida, houve uma rampa de carga de 10.300 MW em 22 minutos, ou uma Brasília ligada por minuto. A carga seguiu crescente por causa do acionamento da iluminação pública, a uma taxa de 170 MW por minuto, nos 20 minutos seguintes.

20 de junho – domingo, 15h30 – Brasil X Costa do Marfim
A partir das 15h10, registrou-se redução de 1.470 MW em 20 minutos. No intervalo do jogo, houve um crescimento de carga da ordem de 2.630 MW em dez minutos, correspondente à soma do consumo do Espírito Santo e do Distrito Federal. Após o apito final, a retomada do consumo foi verificada em uma rampa de 10.720 MW em 24 minutos, mesma demanda da grande São Paulo em horário de pico. A iluminação pública acarretou elevação da carga a uma taxa de 43 MW por minuto.

25 de junho – sexta-feira, 11h – Brasil X Portugal
A partir das 10h40, a gradual redução da carga se intensificou em 4.400 MW em 20 minutos, consumo equivalente ao do estado do Paraná. No intervalo, foi observado o crescimento da carga de 2.360 MW em sete minutos, o mesmo da região metropolitana de Belo Horizonte. Após o término da partida, houve uma rampa de carga de 6.300 MW em 18 minutos, ou uma Cuiabá ligada por minuto.

28 de junho – segunda-feira, 15h30 – Brasil X Chile
A taxa de redução da carga intensificou-se a partir das 14h50, a 6.420 MW em 40 minutos – o mesmo que a soma do consumo de Goiás e Paraná. Houve a elevação de 3.300 MW em seis minutos no intervalo do jogo, seguida de uma rampa de 11.800 MW em 28 minutos após a partida, o que corresponde a uma cidade como Natal ligada por minuto. A carga continuou crescente a 121 MW por minuto devido à iluminação pública.

02 de julho – sexta-feira, 11h – Brasil X Holanda
A taxa de variação da carga intensificou-se a partir das 10h40, havendo redução de 4.670 MW em 20 minutos. Durante o primeiro tempo do jogo, a carga continuou reduzindo a uma taxa de 60 MW por minuto. No intervalo, observou-se uma rampa com crescimento de carga de 2.370 MW em seis minutos. Logo após o fim do jogo, verificou-se a retomada do consumo em uma rampa de carga de 5.520 MW em 15 minutos, o equivalente ao consumo do estado do Rio Grande do Sul.

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