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Interligação Acre-Rondônia
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Benefícios da entrada em operação da linha de transmissão que liga Com a entrada em operação do trecho Jauru-Vilhena, que liga Mato Grosso a Rondônia, o antigo sistema isolado dos Estados do Acre (AC) e de Rondônia (RO) passou a fazer parte do Sistema Interligado Nacional – SIN. Essa interligação, realizada em 23 de outubro de 2009, reduz significativamente o acionamento de usinas termelétricas locais e já produziu uma economia de R$ 147 milhões, até o final de janeiro. Demais trechos do sistema Acre-Rondônia ainda operam em circuito simples, apesar de terem sido planejados para entrar em operação com duas linhas. O trecho Vilhena-Samuel, sob responsabilidade do estado de Rondônia, tem 600 km de extensão e atualmente opera com circuito único. Ele já deveria estar com duas linhas de 230kV desde outubro de 2008, mas atrasos na liberação da sua licença ambiental prorrogaram o início das suas operações para junho de 2011. Segundo o Diretor Geral do ONS, Hermes Chipp, isso significa que até essa data a linha poderá operar com certa instabilidade, podendo ainda haver outras interrupções. “Esse circuito foi planejado para atuar com duas linhas, mas entrou em operação com apenas uma para diminuir o custo com combustível. As térmicas não serão mais utilizadas somente quando o terceiro circuito entrar em operação, previsto para novembro de 2011. Ele irá triplicar o trecho Jauru-Samuel e duplicar o de Samuel-Rio Branco”, explicou Chipp. Interrupções Desde a interligação do sistema Acre-Rondônia ao SIN o volume de energia interrompido para a região diminuiu, mas ainda não é satisfatório. Ao todo, foram 44 interrupções, das quais 23 com origem na geração. A última ocorrência no trecho Jauru-Vilhena, responsável pelo corte de carga para os dois Estados, foi dia 31 de dezembro de 2009, devido a um problema de aterramento da linha que entrou em operação. A causa foi solucionada e, desde então, não houve mais perturbações do gênero, somente entre trechos: Vilhena-Samuel e Samuel-Rio Branco. O blecaute ocorrido no dia 8 de janeiro de 2009 foi causado pela abertura acidental da linha que interliga os Estados, em parte do trecho Vilhena-Samuel. As causas estão sendo investigadas pelos agentes envolvidos, pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e pelo ONS. Uma reunião será realizada no local para identificar as questões e desenvolver um plano de ação que reduza o número dessas ocorrências. “Infelizmente, enquanto tivermos só um circuito entre Vilhena e Samuel, a operação desse sistema não será boa em termos de segurança. Portanto, algumas medidas operativas foram recomendadas para minimizar os efeitos dessa operação, como a realização de manutenções preventivas do agente dono da linha, das subestações e das térmicas”, esclareceu Chipp.
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