CMSE aprova novo critério de operação para o SIN

 
 

ONS passa a operar linhas de transmissão de Itaipu com critério de segurança menos severo, visando à redução dos custos de geração térmica, mediante monitoramento das condições meteorológicas.

Brasília - Dia 26 de abril, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE decidiu que o ONS deve adotar o critério de segurança N-2 para operar o tronco de 765 kV, do sistema de Itaipu. A medida entrou em vigor na zero hora do dia 28 de abril de 2010 e condiciona a operação dessas linhas a um monitoramento meteorológico constante. Havendo previsão de condições climáticas adversas severas, o sistema deverá ser operado no critério de segurança N-3. Concluídas as medidas adicionais de segurança, também foram concluídos os seus resultados apresentados por Furnas e CEPEL, na reunião:
  • retirada dos 13 filtros de ondas das seis linhas da subestação de Itaberá, em 30/01/2010;
  • instalação de booster sheds (também conhecidos como chapéus chineses) nos isoladores de pedestal da subestação, em 25/04/2010.
Conforme indicado no Relatório de Análise da Perturbação – RAP, de 10 de novembro de 2009, o uso do critério de segurança N-3 em Itaipu foi mantido até o momento porque era necessário que Furnas concluísse todas as medidas adicionais de segurança na subestação de Itaberá. As que já foram concluídas e as que ainda estão em processo de implantação garantirão mais segurança à operação do Sistema Interligado Nacional – SIN.
Troca dos filtros de ondas de Itaipu
Booster sheds , conhecido
como “chapéu chinês”

 

Histórico
No dia 12 dezembro de 2009, o CMSE determinou que fosse aumentado o patamar de segurança no tronco de 765 kV de Itaipu, entre as subestações de Foz do Iguaçu e Tijuco Preto, em razão da contingência do dia 10 de novembro de 2009 no Sistema Interligado Nacional, mesmo que fosse preciso o despacho de geração térmica adicional. Para atender essa decisão, foi implantado o critério N-3 para esta interligação, limite que suporta a perda de até três circuitos. A medida implicou na redução do carregamento desse sistema e, consequentemente, da geração de Itaipu.
Com a diminuição da produção da usina, associada à grande demanda de energia no último verão, principalmente por causa das altas temperaturas registradas no período, tornou-se necessário o despacho de usinas de geração térmica fora da ordem de mérito, no período de 12 de dezembro de 2009 a 27 de abril de 2010. Essa energia complementar custou, aproximadamente, R$ 160 milhões.
Entenda o critério de segurança
O Sistema Interligado Nacional - SIN é dimensionado segundo o critério de segurança N-1, ou seja, capaz de permanecer operando sem interrupção do fornecimento de energia, perda da estabilidade do sistema, violação de padrões de grandezas elétricas (frequência, tensão, harmônicos, etc.) e sem atingir limites de sobrecarga de equipamentos e instalações mesmo com a indisponibilidade de um elemento (contingência simples). O critério N-2, adotado em Itaipu, permite que o SIN continue sendo operado com a perda de até dois desses elementos. Já no critério N-3, mais severo, perdendo três elementos ainda é possível continuar operando.

 

 
     
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