Modalidade de Operação de Usinas

O Módulo 26 dos Procedimento de Rede do ONS estabelece os critérios para classificação das usinas segundo a modalidade de operação, o que caracteriza o relacionamento operacional do agente gerador com o ONS.

A modalidade de operação de uma usina é definida a partir da avaliação dos impactos verificados na operação eletroenergética do SIN.

As usinas são classificadas segundo uma das três modalidades de operação:

TIPO I

São consideradas na modalidade Tipo I:

    (a) Usinas conectadas na rede básica que afetam a operação eletroenergética do SIN; ou

    (b) Usinas conectadas fora da rede básica cuja máxima potência líquida injetada no SIN contribui para minimizar problemas operativos e proporcionar maior segurança para a rede de operação; ou

    (c) Usinas hidrelétricas com potência instalada superior a 30 MW.



TIPO II

São consideradas na modalidade Tipo II as usinas que não causam impactos na segurança elétrica da rede de operação, mas que afetam os processos de planejamento, programação da operação, operação em tempo real, normatização, pré-operação e pós-operação, e, portanto, há necessidade da sua representação individualizada ou na forma de Conjunto de Usinas, nestes processos.

As usinas deste grupo serão classificadas em três subgrupos: Tipo II-A, Tipo II-B e Tipo II-C.

São consideradas usinas do Tipo II-A:

    (a) Usinas Térmoelétricas que têm Custo Variável Unitário positivo e que são despachadas por ordem de mérito.
  

São consideradas usinas do Tipo II-B:

    (a) Usinas para as quais se identifica a necessidade de sua representação individualizada nos processos de planejamento e programação da operação, e eventualmente na operação em tempo real, normatização e pré-operação.

    (b) Usinas hidráulicas cujo reservatório impacta a operação de usinas Tipo I.

    (c) Usinas que em função das características da fonte primária de geração, apresentam limitações que impedem o atendimento ao despacho centralizado de forma sistemática, tais como: PCH, biomassa, cogeração, eólica e fotovoltaica.


São consideradas usinas do Tipo II-C:

    (a) Usinas que constituem um Conjunto de Usinas

TIPO III

As usinas classificadas na modalidade de operação Tipo III não têm relacionamento operacional com o ONS. Entretanto, o envio de seus dados para o processo de consolidação da carga e programação diária, são de responsabilidade da distribuidora na qual a usina estiver conectada.

São consideradas usinas do Tipo III:

    (a) Usinas conectadas fora da rede básica e que não causam impactos na operação eletroenergética do SIN.

    (b) Empreendimentos de autoprodução conectados na Rede Básica, cuja demanda seja permanentemente maior que a geração.



Veja as modalidades de operação das usinas.