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Visão geral do ONS
Evolução do número de perturbações e do impacto sobre o atendimento às cargas do SIN.

Do total de 2.670 perturbações apuradas ao longo de 2010, em 291 destas (10,9% do total) foram verificados cortes de carga. Entretanto, cabe destacar que em apenas seis (0,2% do total) ocorreu corte de carga superior a 1000 MW. Com relação a perturbações com corte de carga superior a 500 MW, ocorreram 10 eventos dessa natureza (0,4% do total). No que se refere a perturbações nas quais se verificou corte de carga superior a 100 MW, houve 91 casos (3,4% do total de 2670).

Os montantes selecionados correspondem, por exemplo, à demanda diária máxima de uma cidade do porte de Uberaba, em Minas Gerais, que é da ordem de 100 MW; do município de Recife, em Pernambuco, que é de cerca de 500 MW; e de Brasília, no Distrito Federal, que corresponde a 1000 MW.

A despeito do aumento do número total de perturbações no período 2006-2010, justificado pelo crescimento do SIN, permanece em uma mesma ordem de grandeza a relação entre o número total de perturbações e o número de perturbações com corte de carga, quaisquer que sejam os patamares. Observam-se apenas duas exceções:

  • Ano 2008 - o percentual de perturbações com corte de carga maior que 100 MW foi excepcionalmente menor, quando comparada aos demais anos do período.
  • Ano 2010 - o percentual de perturbações com corte de carga maior que 1000 MW teve elevação de 0,1% para 0,2%, sobretudo devido à ocorrência de perdas triplas na Interligação Norte-Sudeste, motivadas por alta incidência de queimadas.

 

Indicador de Robustez do SIN

A segurança no atendimento elétrico alcançada em 2010 pode ser traduzida pelos indicadores de desempenho do SIN. Um indicador bastante representativo é o de Robustez, pois relaciona as perturbações no SIN com o suprimento às cargas. O valor desse indicador é dado pela relação entre o número de perturbações sem corte de carga e o número total de perturbações.

Tendo em vista que o total de perturbações (NT) em 2010 foi de 2670 e o número de perturbações com qualquer corte de carga (NCC) foi de 291, verifica-se que o número de perturbações sem corte de carga foi de 2379. Deste modo, a robustez do sistema em 2010, a perturbações com qualquer nível de corte de carga, foi de 89,1% (2379/2670 x 100 [%]). Somando-se o percentual de perturbações com qualquer corte de carga (291/2670 x 100 [%] = 10,1%) à referida robustez (89,1%), obtém-se 100% das perturbações ocorridas no sistema em 2010.

O total de perturbações com corte de carga superior a 100 MW (NCC>100MW) em 2010 foi de 91. Subtraindo-se este valor do número total de perturbações (NT = 2670), encontra-se o número de perturbações que não incorreram em cortes de cargas superiores a 100 MW (NT – NCC>100MW = 2670 – 91 = 2579). Com efeito, a robustez do sistema em 2010, a perturbações com corte de carga superior a 100 MW, foi de 96,6% (2579/2670 x 100 [%]). A soma do percentual de perturbações com corte de carga superior a 100 MW (91/2670 x 100 [%] = 3,4%) com a robustez mencionada (96,6%) representa 100% das perturbações observadas no sistema em 2010.

No ano de 2010, verificaram-se 10 perturbações com corte de carga maior que 500 MW (NCC>500MW). Subtraindo-se este valor do número total de perturbações (NT = 2670), obtém-se o número de perturbações que não implicaram cortes de cargas superiores a 500 MW (NT – NCC>500MW = 2670 – 10 = 2660). A robustez do sistema em 2010, a perturbações com corte de carga superior a 500 MW, portanto, foi de 99,6% (2660/2670 x 100 [%]). O percentual de perturbações com corte de carga superior a 500 MW (10/2670 x 100 [%] = 0,4%) e a citada robustez (99,6%) somados equivalem a 100% das perturbações do sistema apuradas em 2010.

Por fim, as ocorrências com corte de carga maior que 1000 MW (NCC>1000MW) perfizeram um total de 6 perturbações 2010. O resultado da subtração deste valor do número total de perturbações (NT = 2670) representa o número de perturbações que não provocaram cortes de cargas superiores a 1000 MW (NT – NCC>1000MW = 2670 – 6 = 2664). Utilizando o mesmo método de cálculo dos casos anteriores, tem-se que a robustez do sistema em 2010, a perturbações com corte de carga superior a 1000 MW, foi de 99,8% (2664/2670 x 100 [%]). Adicionando-se o percentual de perturbações com corte de carga superior a 1000 MW (6/2670 x 100 [%] = 0,2%) à robustez calculada (96,6%), encontra-se 100% das perturbações verificadas no sistema em 2010.

Cumpre ressaltar que, em 2010, o indicador de robustez manteve-se no mesmo nível dos anos anteriores (2006 a 2009).