Planejamento da Operação Energética

O Planejamento da Operação Energética avalia as condições de atendimento ao consumo de energia elétrica, com base nos critérios de garantia estabelecidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), para um horizonte de cinco anos à frente.

Formalizado no Plano de Operação Energética (PEN), pode também recomendar eventuais estudos de antecipação e/ou implantação de novas obras de geração/transmissão ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgãos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), visando garantir a segurança da operação energética do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O PEN é elaborado anualmente, podendo ser revisto mesmo após sua edição caso ocorram fatos relevantes que alterem as condições de atendimento avaliadas.

PLANO DA OPERAÇÃO ENERGÉTICA 2016/2020 - PEN 2016

Os estudos pertinentes ao PEN 2016 apresentam as avaliações das condições de atendimento ao mercado previsto de energia elétrica do SIN no horizonte 2016/2020.

Cabe destacar que, desde o ciclo anual de 2014, adotou-se uma sistemática diferenciada para os estudos.

Como nos primeiros dois anos o desempenho do sistema depende basicamente das condições hidroenergéticas de curto prazo, em especial dos níveis de partida ao final da estação chuvosa, as ações sistêmicas para a segurança do atendimento à carga se limitam a proteger o sistema para diferentes hipóteses de severidade das estações seca (maio a novembro) e chuvosa (dezembro a abril do segundo ano), com a adoção de medidas operativas de curto prazo. Assim, ressalta-se a sistemática de estudos para os dois primeiros anos (2016/2017):

  • Realização de análises prospectivas e análises probabilísticas, procurando-se avaliar a evolução dos armazenamentos de cada subsistema e os requisitos de ENAs para atingir níveis de segurança operativos. Estas análises devem subsidiar eventuais recomendações de ações operativas de curto prazo e/ou avaliações pelo CMSE/EPE da viabilidade de antecipação de projetos em andamento. Reforça-se a necessidade de especial atenção ao uso das métricas de natureza probabilística, em particular os riscos de déficit, uma vez que estes são cada vez mais influenciados pelas condições de armazenamento inicial.

Com relação aos últimos três anos do horizonte de análise (2018/2020), a expansão da geração e da transmissão é preponderante na segurança operativa do SIN. Para esse horizonte, destaca-se:

  • Realização de análises estruturais com cenários sintéticos e históricos de energias naturais afluentes, utilizando-se o Modelo NEWAVE, avaliando-se a frequência relativa de séries com algum déficit de energia em cada ano e em cada subsistema para diferentes profundidades percentuais de corte da carga projetada (análise de desempenho). Cabe destacar que embora nesse horizonte ainda sejam percebidas variações dos riscos de déficit em função dos armazenamentos de partida no primeiro ano, estas têm uma dimensão bem menor do que nos dois primeiros anos de avaliação em função das estações chuvosas subsequentes.

Adicionalmente, foram feitos balanços estáticos de energia e de demanda máxima e uma avaliação dos impactos causados pelo atraso das obras de transmissão de propriedade da Abengoa associados ao escoamento da energia proveniente dos subsistemas Norte e Nordeste para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste.

O Sumário Executivo traz uma contextualização da avaliação de desempenho do SIN à luz da experiência operativa dos últimos anos, um conjunto de constatações recentes, de caráter geral, decorrentes da evolução da Matriz de Energia Elétrica Brasileira e um resumo das principais premissas, dos principais resultados e das principais conclusões recomendações quanto às condições de atendimento à carga do SIN nos próximos cinco anos.

Veja os relatórios anteriores