Planejamento da Operação Energética
O Planejamento da Operação Energética - PEN, elaborado com periodicidade anual e sujeito a revisões quando de fatos relevantes, apresenta avaliações das condições de atendimento ao mercado de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional, num horizonte de 5 anos a frente, analisando cenários de oferta e demanda.
O PEN representa o instrumento de Planejamento da Operação Energética do Operador Nacional do Sistema Elétrico-ONS que, com base nos critérios de garantia do atendimento ao consumo de energia elétrica possam ser recomendadas ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE e à Empresa de Pesquisa Energética - EPE, órgãos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia - MME, decisões de antecipação e/ou implantação de geração/transmissão, visando aumentar a margem de segurança da operação energética do SIN.
PEN 2009
Em 29 de junho de 2009, o Diretor Geral do ONS encaminhou ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE, ao MME, à ANEEL, aos Agentes Associados e às Associações de Classe, o Sumário Executivo do Plano Anual da Operação Energética de 2009 – PEN 2009, elaborado pela DPP, através da GPO/GPO2.
As avaliações do ONS apontam para uma situação confortável de atendimento ao mercado nos próximos 5 anos, demaio de 2009 a dezembro de 2013, com base em analises probabilísticas utilizadas nesse tipo de abordagem. O critério de garantia de suprimento preconizado pelo Conselho Nacional de Política Energética - CNPE (riscos de déficit de energia abaixo de 5%) é atendido com folga em todas as regiões durante o qüinqüênio.
Mesmo na hipótese de condições hidrológicas adversas, o atendimento ao mercado estará assegurado pela aplicação de mecanismos operativos de curto prazo, a exemplo do que está ocorrendo atualmente na Região Sul. No primeiro semestre de 2009, as conseqüências das afluências extremamente desfavoráveis verificadas foram mitigadas com o despacho de geração térmica e maximização de intercâmbio, tendo sido possível manter o nível mínimo aceitável de armazenamento nessa região.
Esta situação favorável de atendimento se deve, principalmente, à oferta agregada pelos leilões de energia nova e de linhas de transmissão realizados desde 2005, englobando nove leilões de energia nova, um leilão de fontes alternativas, um leilão de reserva e os leilões das usinas do Rio Madeira: Santo Antônio e Jirau. Considerando ainda as diversas pequenas usinas hidráulicas e térmicas, autorizadas pela ANEEL, e as usinas do PROINFA, nos próximos 5 anos deverão ser implementados cerca de 28.000 MW, evoluindo a potência instalada no Sistema Interligado Nacional, de aproximadamente 99.000 MW, em dezembro de 2008, para 127.000 MW, em dezembro de 2013.
Destaca-se ainda que, para o último biênio em análise (2012/2013), poderá haver oferta adicional de energia proveniente dos leilões A-3 e de energia de reserva a serem realizados em 2009 e 2010. Essa oferta adicional poderá ser importante para a redução dos custos de produção de energia nesse horizonte.
O PEN 2009 traz diversas recomendações, como a indicação da necessidade de estudos para a ampliação da Interligação Norte-Sul e da capacidade de exportação de energia da Região Nordeste, devido à grande concentração da expansão da oferta térmica nessa região. Esse fato aponta para a necessidade de uma avaliação cuidadosa da localização da oferta proveniente dos futuros leilões. Além disso, a expressiva participação nesta nova oferta de usinas térmicas movidas a combustíveis líquidos indica a necessidade de atenção especial quanto aos aspectos de logística de suprimento desses combustíveis.
Os estudos apontam também que, para o pleno aproveitamento da oferta térmica localizada na região Nordeste, é necessário minimizar as restrições de defluência mínima nas usinas do Rio São Francisco, possibilitando a redução da geração mínima obrigatória nessas usinas em situações hidrológicas críticas e, consequentemente, maximizando a alocação (na curva de carga do SIN) da geração proveniente das usinas térmicas.
Este ano o PEN está sendo divulgado em três relatórios. Escolha abaixo o documento desejado:
Volume I - Sumário Executivo que apresenta de forma sucinta as análises realizadas, as conclusões e recomendações mais importantes, bem como um sumário das premissas básicas e dos cenários considerados;
Volume II - Relatório Executivo (*) que apresenta um maior detalhamento dos principais resultados das avaliações e premissas mais relevantes; e
Volume III - Resultados Complementares (*) que traz, além de resultados de avaliações complementares não apresentados nos Volumes I e II, conceitos básicos necessários à interpretação dos resultados, um resumo da metodologia adotada e um conjunto de Anexos detalhando as informações e os dados considerados nos estudos
(*) Para solicitar os Volumes II e III, utilize o Fale Conosco clicando aqui.
- Relatório Executivo
- Relatório Completo
- Relatório Executivo
[PDF - 2,22 MB]
[PDF - 2,33 MB]
[PDF - 7,35 MB]
- Sumário Executivo do Relatório Completo
[PDF - 599 KB]
